JoaNaves Clínica Psicanalítica

Ofereço sessões analíticas semanais, de 50 minutos, online, para jovens, adultos e idosos em busca de transformação.

“Há em cada sujeito um território não habitado, onde repousam seus silêncios, suas dores e seus desejos mais profundos. A clínica é o abrigo onde ele pode, enfim, atravessar-se.”

🌸Análise Psicanalítica: A Experiência de Tornar-se Quem Se É

Minha prática clínica se fundamenta numa psicanálise que não busca encaixar o sujeito em diagnósticos, mas que se propõe a acompanhá-lo na aventura singular de tornar-se quem é. Um processo que respeita a complexidade do inconsciente e a densidade simbólica que atravessa cada fala, cada silêncio e cada repetição.

A Análise Psicanalítica que realizo parte do princípio de que a escuta deve ser ética, implicada e suficientemente corajosa para sustentar as zonas de sombra, o não dito e as rupturas da história pessoal.

Nesse percurso, a transferência não é apenas um fenômeno técnico, mas o eixo vivo da experiência analítica — lugar onde, através do vínculo, o sujeito se permite experimentar, pela primeira vez ou novamente, a possibilidade de ser acolhido, reconhecido e, sobretudo, implicado em sua própria transformação.

🌑 Abrigo e Impulso: O Espaço Que Sustenta e Provoca

Em minha clínica, reconheço o valor de oferecer um espaço que seja, simultaneamente, abrigo e impulso. Um abrigo que acolhe, sustenta e reconhece a dor, as marcas e as inquietações que habitam o sujeito. Um território onde a escuta psicanalítica legitima o vivido, sem antecipar julgamentos ou impor soluções.

Mas também um impulso — pois a clínica que apenas abriga corre o risco de aprisionar. É preciso que o sujeito, ao encontrar repouso na escuta, possa se permitir desejar, transitar e ousar novas formas de ser no mundo.

A clínica, assim, torna-se lugar de passagem e permanência: um espaço suficientemente bom para abrigar o sofrimento e suficientemente ético para provocar movimento, deslocamento e abertura para o porvir.

Na travessia clínica que proponho, a libertação psíquica não se apresenta como promessa, mas como possibilidade construída no entrelaçamento da palavra, da escuta e do desejo. A clínica é, antes de tudo, caminho.

Um caminho onde o sujeito é convidado a apropriar-se de sua história, reconfigurá-la e, sobretudo, assumir sua autoria sobre o próprio existir. Em diálogo com os princípios winnicottianos, acredito que a liberdade não é ausência de conflitos, mas a capacidade de sustentar a própria experiência emocional, reintegrando partes cindidas, elaborando o indizível e criando novas narrativas.

A clínica, então, se faz território simbólico para que o sujeito possa atravessar suas angústias e encontrar, não sem dor, o alento da autenticidade e o exercício de sua liberdade psíquica.

🌿 Caminho para a Libertação Psíquica

Sobre a Clínica Psicanalítica

Pela Via Winnicottiana: Ambiente, Sustentação, Espaço Potencial e Experiência Emocional

Se Freud deu voz ao inconsciente e aos processos pulsionais, Donald Winnicott ampliou a compreensão clínica para as condições ambientais necessárias para que o sujeito possa ser e se tornar. A proposta da clínica como abrigo e impulso se alinha diretamente à ideia winnicottiana de ambiente suficientemente bom — aquele que, como a mãe suficientemente boa, sustenta a experiência emocional do sujeito, permite sua regressão e posterior organização psíquica.

A clínica, ao se propor como abrigo, oferece um espaço potencial, conceito central na obra de Winnicott, que é o território intermediário entre realidade interna e externa, onde o sujeito pode brincar, criar e reconfigurar sua experiência de si e do outro. Esse espaço não é apenas físico, mas, sobretudo, relacional, sendo construído na relação transferencial entre analista e paciente.

Winnicott também nos ensina sobre a importância de sustentar as angústias primitivas, permitindo que o paciente atravesse estados de desintegração, vazio e desamparo, sem apressar soluções, mas garantindo um ambiente confiável. A proposta clínica de legitimar o sofrimento, acolher a singularidade e sustentar a experiência emocional remete à função de holding, termo que designa a capacidade do analista de conter, segurar e proteger simbolicamente o paciente enquanto ele se aventura em sua travessia psíquica.

Por fim, o impulso para a transformação ocorre, na perspectiva winnicottiana, quando o sujeito consegue se apropriar de sua experiência emocional e criar significados próprios, a partir de um ambiente que não o invade, não o interpreta precipitadamente e respeita seus tempos. Assim, a clínica se torna território de liberdade e criação, onde é possível ousar novas formas de existir.

A person is lying down, facing upwards in a dimly lit environment. Their hand is resting on their forehead, and they are wearing glasses. The focus is on the calmness and introspective moment.
A person is lying down, facing upwards in a dimly lit environment. Their hand is resting on their forehead, and they are wearing glasses. The focus is on the calmness and introspective moment.

Como Eu Cuido Aqui

Em minha prática psicanalítica, atuo sustentada por uma escuta ética, atenta e implicada, que reconhece a complexidade da experiência humana e a importância de um espaço suficientemente bom para que o sujeito possa existir em sua inteireza.

A partir da teoria Freudiana, compreendo a importância de permitir que os conteúdos recalcados, os desejos interditos e os sonhos venham à palavra, por meio da associação livre e da transferência, possibilitando ao sujeito apropriar-se de sua história e reinscrever sentidos sobre sua trajetória.

Simultaneamente, a clínica que ofereço se ancora na visão Winnicottiana de ambiente, sustentação e espaço potencial — um território relacional e simbólico onde o paciente pode experimentar o abrigo necessário para sustentar suas angústias e, ao mesmo tempo, o impulso que o convoca a criar novas formas de ser.

Minha abordagem se constrói assim: como abrigo que acolhe sem julgamento e como impulso que convoca à travessia, permitindo que, entre o silêncio e a palavra, o sujeito reencontre sua capacidade de desejar, simbolizar e tornar-se autor de sua própria existência.